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Onde buscar inspiração para idéias, perspectivas e estratégias inovadoras? 10 Dicas Imediatas

Pablo, parabéns! Excelente texto. Parece que romper com a especialização, digo transcender a especialização é algo necessário para que o ser humano possa desenvolver-se de maneira integral!
Fraterno abraço!

Room 4D - Soluções em Desenvolvimento

Arquivei na minha coleção particular um artigo publicado no Caderno Carreiras e Empregos da Folha de São Paulo “Empresas incentivam profissionais a  apresentar idéias inovadoras”. Nele duas temáticas são colocadas em destaque:

  • Inovação Empresarial – Como as empresas incentivam a criatividade entre seus funcionários e
  • O Caminho da Criatividade – O que o funcionário pode fazer para apresentar idéias inovadoras.

Mas uma questão fica em aberto: como desenvolver as habilidades necessárias para ser um profissional inovador?

Considero que idéias, perspectivas e estratégias inovadoras não vem da inteligência e da criatividade em seu estado bruto. Elas vêm de uma mente preparada, de panoramas ampliados por experiências, exposições e interesses variados (porém não relacionados). Aqueles com horizontes mais amplos geralmente vencem porque têm um repertório mais variado e portanto mais chances de fazer conexões diferentes entre idéias, culturas e novos eventos.

Por isso gostaria de compartilhar 10 sugestões para aqueles que querem…

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BUSCAS EM GOLDMAN: O QUE É UMA CRENÇA?

O que é uma crença? Crença é tudo aquilo no que acreditamos. Posso acreditar que hoje vai chover. Posso crer que hoje é sábado. Posso crer que este trabalho será um sucesso. Podemos crer muitas coisas todos nós. Podemos crer que o Grêmio será campeão mundial este ano. Podemos crer que o Inter será rebaixado. A crença aqui fica ao sabor de nosso humor (hoje é sábado), de nossas preferências (o grêmio será campeão mundial este ano), de nossos interesses (este trabalho será um sucesso). Contudo estas crenças não tem uma relação necessária com a realidade. Assim eu me pergunto: Alguma crença tem alguma relação necessária com a realidade?
Esta resposta vai variar de acordo com o posicionamento que alguns filósofos tem com o conhecimento. Fundacionistas (Goldman), coerentistas (Popper), Céticos (Gettier) apresentariam diferentes possibilidades. Neste momento vou me deter na teoria de Goldman que procura sustentar a plausibilidade de que uma crença pode estar justificada dependendo do método utilizado para chegar até a crença. Goldman não está falando da possibilidade do conhecimento e sim de uma forma de justificar as coisas nas quais se acredita.
Mas então: isso é assumir que não se pode falar nada sobre o conhecimento? Apenas podemos apresentar justificativas aceitáveis ou não para o que percebemos no ambiente?
O ser humano, em sua história, parece procurar bases firmes onde assentar convicções.Durante muito tempo não distinguia-se o ser humano do ambiente em que estava envolvido. Com o passar do tempo começou a desenvolver um distanciamento do ambiente e perceber-se outro. Percebeu-se diferente do mundo. Ele estava no mundo mas não se resumia no mundo. Como explicar este distanciamento? Parece que esta questão torna-se fundamental. O que sou e o que é o mundo? Posso me fundir novamente com o mundo? Parece que este caminho não deixa espaço para volta. Uma vez que o ser humano não pode mais voltar a esta fusão inicial procura explicar o que seja o mundo em que está inserido. Mitos em geral se apresentam como uma primeira forma de explicar este mundo.
Com o tempo e o desenvolvimento intelectual do ser humano os mitos não davam mais conta de explicar o mundo. Procura-se então uma nova forma de explicar o mundo. Uma forma mais intelectualizada. Logo se percebe que a intelectualidade não dá conta de explicar o mundo. Surge em oposição o questionamento: Será que existe mesmo este mundo? Será possível conhecer o mundo? Será possível explicar este mundo que se conhece?
Inúmeros esforços foram empregados para tentar responder estas questões. Destaco dois:
negativo: se houver um mundo não é possível conhecer-lo, e se o conhecermos não podemos explicá-lo, esta é uma rasa apresentação da visão cética que apresenta uma forma negativa de tratar a condição de conhecimento humano perante o mundo;
positivo: mesmo que seja impossível conhecer o mundo não fica invalidada a tentativa de conhecê-lo. Esta forma parece buscar, dentro das capacidades humanas, um possível entendimento humano das coisas.
Quero ater-me aos que procuram um modo positivo de encarar a questão. Em especial ao Sr. Goldman que propõe duas teorias que se sucedem na tentativa de realizar verificações do que seriam boas respostas para a pergunta: Podemos conhecer algo?
Primeiro nos oferece a pretensiosa teoria do Causalismo, onde o conhecimento é possível quando tenho uma causa captada por um sistema cognitivo bem adaptado ao ambiente. Goldman procura responder a todas as questões da Epistemologia com esta Teoria, e com ela busca refutar os problemas do tipo Gettier. Não é de surpreender a sua falha. Contudo, gostaria de me deter na segunda tese de Goldman onde a pretensão fica bastante reduzida e busca-se qualificar o conhecimento com base no Confiabilismo. Agora não é a causa que pode gerar o conhecimento e sim o processo que emprego na busca de validação de uma crença. Se os processos que utilizo para chegar a formar a minha crença são bons, são epistemologicamente virtuosos, então posso chegar a imaginar a possibilidade de uma crença que seja pretendente ao conhecimento.
Goldman formaliza seu Teoria da seguinte forma:
*. Se a crença de S em p em um tempo t resulta de um processo cognitivo confiável e não existe nenhum processo confiável ou condicionalmente confiável disponível para S o qual, se fosse ele utilizado [had it been used] por S como adição ao processo utilizado de fato, teria como resultado [would it have resulted] que S não acreditaria em p em um tempo t, então a crença de S em p em um tempo t é justificada.

Assim se tenho uma crença advinda de um processo cognitivo confiável e não tenho nenhum outro processo confiável que contradiga o primeiro tenho uma crença justificada.
Goldman no artigo intitulado Epistemic Folkways and Scientific Epistemology, nos apresenta algumas formas de confiarmos nos processos que nos levam ao conhecimento. Ele separa as faculdades que levam ao conhecimento: virtudes (excelências) e as faculdades cognitivas que não levam ao conhecimento: vícios.
Apresenta as virtudes com o sendo: a visão, a audição, memória, correto raciocínio. Os vícios se apresentam como: as adivinhações, pensamentos desejosos, a ignorância de evidências contrárias.
A partir do momento em que tomamos os vícios e as virtudes como balizadores das crenças que podem ou não se candidatarem ao conhecimento estamos estabelecendo bases mais firmes sobre onde assentar nosso conhecimento.
Com base nestas explicações, o Sr. Goldman começa por refutar os exemplos dados pelo Sr. Bounjour. O exemplo de fala de um vidente que sem saber-se sendo tem a intuição de que o presidente esta na cidade x quando deveria estar na cidade y. O Vidente está certo mas não sabe que está certo. Logo para Bounjour fica evidente a falha da teoria de Goldman, pois o vidente tem um processo confiável para chegar ao conhecimento mas o despreza.
Em defesa da tese, Goldman, coloca que a Vidência não está listada como uma das virtudes cognitivas, logo, não leva ao conhecimento.
Temos assim atingido um de nossos desejos mais íntimos o de conseguirmos chegar a uma base sólida de conhecimento.
Porto Alegre, 17 de Outubro de 2008


To the english guys

Bearing in mind the challenges offered by the time we live in, which makes the world globalized, a question comes to light: is there any possibility of positive response that privileges intersubjectivity contained in the concept of struggle for recognition, preserving and adding the individual biographies within a society based in solidarity which has the plurality as a principle, thereby making the world a place where people can live more equitably? This paper seeks to point ways to make this answer in the affirmative. In the course of this research questions appear to us the development of the subject of the objective sphere to the effective sphere and absolute, in the Hegelian theory. Also: how are public, private and legal dimensions formed? How can it be made possible to free people´s will to materialize as a contract?
The resource material to answer to answer those questions were Hegelian texts: Realphilosophy, the System of Ethics and the Phenomenology of Spirit. The role of Struggle for Recognition by Axel Honneth will be to update the concept of recognition, through the expanding of intersubjectivity also within the state´s sphere.


Momento III – Para Introduzir!!!

1 INTRODUÇÃO
Percebo que o tempo em que vivemos está repleto de desafios. Entre eles destaco a possibilidade de vivermos sobre a constante pressão de valores neoliberais estabelecidos e cultuados como sagrados. Também a subtração das capacidades individuais em contraponto com uma crescente exigência social da obtenção de uma posição econômica privilegiada, a hipervalorização da acumulação de valores materiais, que em grande medida, colocam a vida humana como um comódite e que desta maneira a própria vida fica afetada pela especulação financeira, sem que se tome consciência, e ainda menos, que se tome partido nas consequências disso. Iniciando a reflexão sob este ponto de vista, percebo a necessidade de nos apropriarmos dos mecanismos sociais que fazem com que a alienação se dê neste formato e que frente a estas realidades, de alguma maneira, trabalhemos para que tais acontecimentos fiquem no passado de um contexto histórico: como uma lição aprendida, a qual, dedicamos nosso trabalho para que não mais volte a posição central em tempos vindouros.
Vencer este desafio, em meu ponto de vista, deve iniciar-se com a compreensão dos fatores que compuseram a sociedade em que vivemos, os fatores que nos trouxeram historicamente até aqui, para que desta maneira possamos analisá-los, e realizar a apropriação deles. A utilização destes mecanismos para que possamos construir uma virada histórica me parece fundamental. A realização da construção de uma nova história político filosófica deve se iniciar, não com uma desconstrução do que está estabelecido, mas como o manejo do instrumental atual para que de maneira imanente possamos atualizar as relações sociais de forma a comportar a riqueza plural de nossa sociedade, assim visando a transformação do cenário atual. Intuo que colabore para esta atividade o estabelecimento de uma filosofia brasileira que se afirme em sua identidade e que de maneira positiva mantenha um relacionamento vivo com as demais contribuições de outros países, mas que toda a contribuição externa sirva para a reflexão, engrandecimento e afirmação da identidade brasileira e que, as contribuições estrangeiras não sejam utilizadas como cartilha a ser seguida.
Desta maneira, é importante percebermos o problema que está proposto: quais são os mecanismos que compõem a axiologia hegemônica? Como nos apropriarmos dos instrumentos que realizam a alienação social, e consequentemente o esvaziamento axiológico? Uma vez que consigamos nos apropriar do aparato instrumental: como manejá-los a fim de termos uma sociedade mais igualitária, onde o ser humano saia da condição de mero comódite e assuma seu papel de construtor histórico e social dentro seu tempo?
Creio que seja possível buscar as respostas a estes problemas dentro do conceito de Luta por Reconhecimento na filosofia do jovem Hegel, principalmente no Sistema da Eticidade, na Realphilosophie e na filosofia mais madura da Fenomenologia do Espírito em especial o capítulo IV.A. Também me parece produtivo a utilização de parte do texto Honnethiano: Luta por Reconhecimento. Pois, que me parece muito elucidativa a atualização realizada por Honneth no conceito do reconhecimento e também as possibilidades de utilização do mesmo para a propositura de resolução das questões que estão em foco. Creio que a teorização a ser realizada seja bastante densa, mas necessária para que possamos concluir o intento de maneira satisfatória. Entretanto, apesar de considerar importante, tendo em vista o tempo para preparar este trabalho e a diversificação do tema, os problemas relacionados com o desrespeito tratados por Honneth não entrarão no escopo deste trabalho.
Em assim sendo, organizo a reconstrução histórica buscando as bases da filosofia social moderna estabelecida em grande medida por Maquiavel e Hobbes, este último que trabalha dentro da tradição contratualista (que não será abordada diretamente neste trabalho), modelo ao qual o Hegel do Sistema de Eticidade se opõe diretamente e busca a atualização em um formato de reconciliação de consciências individuais intersubjetivamente conectadas a qual o autor chama de Eticidade Natural. Destaca-se neste texto também o conceito de “Crime” que o autor percebe como sendo responsável pela ampliação da esfera do direito. Adiante no desenvolvimento verificamos a relação de reconhecimento dentro da Realphilosophie, que ganha mais complexidade e a introdução do espírito que se realizará de forma subjetiva, efetiva e absoluta no transcurso das relações sociais, que iniciam na família, percorrem as relações sociais até culminar no estabelecimento do Estado. Ainda dentro do sistema hegeliano realizo a verificação do conceito de reconhecimento dentro da Fenomenologia do Espírito no complexo capitulo IV, principalmente na parte A, onde o autor vai trabalhar sobre o viés da luta por reconhecimento dentro do desdobramento da consciência-de-si. É possível perceber nos três textos o papel da luta de vida e morte dentro da teorização realizada pelo autor, também com um relativo enfraquecimento da intersubjetividade na luta por reconhecimento, que no último texto será tratado para demonstrar como se dá a formação do espírito. A contribuição hegeliana é fundamental para que se compreenda o que adiante será exposto por Honneth, por isso recomendo fortemente o aprofundamento nestes textos a quem pretender seguir a trilha da luta por reconhecimento.
Seguindo na exposição do desenvolvimento do texto, me socorro com Honneth para compreender a atualização que este realiza no conceito de luta por reconhecimento, ampliando a intersubjetividade deste de forma teórica e empírica utilizando para esta finalidade os trabalhos de Mead, principalmente para teorização da esfera de relacionamento intersubjetiva denominada de esfera do “Amor”. Após este trabalho Honneth apresenta a complexa atualização da esfera “Direito” que vai apresentar as “propriedades estruturais que o reconhecimento jurídico assumiu” divididas entre reconhecimento jurídico e estima social. A esfera da solidariedade receberá grande aporte teórico sobre as considerações referentes à estima social.
Tenho consciência que este é um pequeno trabalho que tem uma grande pretensão. Gostaria que este fosse o primeiro passo no desenvolvimento de um trabalho que vai se desenrolar no amadurecimento da vida acadêmica. Dito isso, e uma vez tendo conseguido realizar esta pesquisa pretendo ser capaz de concluir este texto com minhas considerações a respeito da possibilidade de responder as questões postas acima. Fica a expectativa de que possa contribuir para a construção de uma sociedade com uma identidade própria que se faça respeitar e que tenha grandeza suficiente para conviver com os desafios de uma pluralidade que o mundo globalizado neoliberal apresenta.
Muito obrigado!


Noite quente… ideal para um momento hegeliano…

Tendo em mente os desafios oferecidos pelo tempo em que vivemos que torna o mundo globalizado, apresenta-se a questão: existe alguma possibilidade positiva de resposta que busque privilegiar a intersubjetividade contida no conceito de luta por reconhecimento, preservando e inserindo as biografias individuais dentro de uma sociedade solidaria e que tenha por principio a pluralidade, desta forma tornando o mundo um espaço onde se possa viver de maneira mais igualitária? Este texto pretende apontar para caminhos que tornem esta resposta afirmativa. No transcurso desta pesquisa aparecem questões de como se dá o desenvolvimento do sujeito da esfera objetiva até a esfera efetiva e absoluta, dentro da teoria hegeliana. Ainda: como as dimensões privadas, publicas e jurídicas se formam? Como é possível que a vontade de pessoas livres se objetivem em um contrato?
Para responder a estas questões servirão de recursos os textos hegelianos da Real Philosophie, o Sistema de Eticidade e a Fenomenologia do Espírito. O papel da Luta por Reconhecimento de Axel Honneth será de atualização do conceito de reconhecimento, através do aprofundamento da intersubjetividade também dentro da esfera do Estado.
Palavras-chave: Luta. Reconhecimento. Hegel. Honneth. Intersubjetividade

Momento hegeliano II:

A luta de vida e morte está presente na apresentação do duplo agir da consciência-de-si: “o agir do Outro e o agir por meio de si mesmo49”. Quando se está focado no agir do Outro tende-se a morte do Outro. Por quê? Esta parte do texto me parece indecifrável, não me parece clara, pois aqui percebo uma fundamental noção que Hegel precisa passar para que a luta de vida e morte seja vista como o ponto onde o reconhecimento das consciências-de-si se dão. Mas não consegui acompanhar a argumentação Hegeliana, neste ponto. Minha intuição é que Hegel pretende demonstrar que com o agir do Outro, estamos como que colocando para fora o agir de si-mesmo, e por isso tendendo a morte do outro, ou seja, a morte de si-mesmo. Creio que, em sendo este movimento reflexivo, temos sustentação suficiente para justificar a afirmação de que:
Só mediante o pôr a vida em risco, a liberdade [se conquista]; e se prova que a essência da consciência-de-si
não é o ser, nem o modo imediato como ela surge, nem o seu submergir-se na expansão da vida; mas que nada há na consciência-de-si que não seja para ela momento evanescente; que ela é somente puro ser-para-si. […] a consciência-de-si deve intuir seu ser-Outro como puro ser para-si, ou como negação absoluta.50
Mais adiante no texto, no § 188, pode-se perceber com mais clareza o raciocínio que Hegel realiza. Fica clara a importância da morte para a concretização da consciência-de-si, pois apenas a morte, ou o desprezo à vida, pode causar na consciência-de-si a percepção que o outro é a própria-consciência-de-si refletida, uma vez que no jogo de trocas ficou sem sentido a decomposição da consciência em extremos opostos. O que ocorre neste ponto é a negação abstrata que suprassume os extremos.
HEGEL, G. W. F. Fenomenologia do Espírito. Tradução de Paulo Meneses. Petrópolis, Editora Vozes, 2003. 551 p.
49 Ibid., § 187
50 Ibid., § 187